Nela, nesta mulher
os homens entravam já grandes
nela enraizavam, e cresciam.

Cultuavam a deusa
mulher vagina, onde
pelo umbigo enraizavam.
precisamos é de uma máquina de cunhar moedas

com furo para passar a linha

leves - podem ser de madeira com um selo??
não teriam o peso do metal


estou torcendo pra não morrer de intoxicação com tinta
C é U



          e
    o SS
P         o
nozes
senso

sopa edos


ned



odedos
sopapo


azia beize
sax xás

        ,
  axe
´
otinbsow
mosquito

chupar do dedo furado
renascimento

suicídio do autovampiro narcisista
A       nariz
B    + nariz
___________

C    2  nariz
irmães
ir mãos

anarcoclericalismo

este livro não é seu
asse essa
ss   ss  ss
assa esse

asno
ouse
o
ss
o
Procuro, a brecha, a falha na parede, na rocha rija que nos impede o gozo, o vão em que me enfio, corpo e alma, cunha humana, cinzel para abri-la e vê-la jorrar. Completo estou, de fantasmas serenos, que mais valia partilhar, estendê-los em varal pelo mundo, em sua trama de arames que impede a rocha de se fechar. Mais urgente então, encontrar o ritmo, e, aos solavancos, fazê-los sair, um a um: vesti-los de letras, estátuas de tinta, cristais duros que se encaixam, tomam rumo, formam-se mosaico e quebra-cabeça. Nenhum nexo estas letras em solto, mas o que aprendi: expandir, multiplicar, deixar o duro ritmo das estacas tomar conta, e a trama, impossível, se deixará formar.
Procuro, procuro, a palavra certeira, a frase, o ponto exato do corte-começo do texto. Por onde o que é plano se torna Linha, sucessão,
desenvolvimento, Combustão.

Feito o furo, é só seguir seu percurso, o pior já está feito. Um corte, a caneta fura o papel de repente e a tinta começa a jorrar.

Mas onde deve ser lançado? Onde o furo, onde a brecha, a falha que permite entrarmos, picareta em punho, dentro do quadro?

Estou sentado, pensamentos ao vento, nuvens passam e eu atento, com minha armadilha de pescador.

Lancei um anzol no céu, pra pescar o sol - e de quando em quando, me sobressalto, faço menção de bater a faca: é ali!

mas não, o momento se esvai, ou nada pior que resvalar o cinzel na pedra, riscar o duro. Tomado o ponto falso,

a caneta quebra, a ideia morre... procuro, procuro, o tema, o contorno, a figura falhada que rebenta num fio de pedaços,

tornar-se então isto, um percurso, um gesto, uma jogada de corpo no abismo, um desfiar da nuvem em novelo, algodão,

e esticá-lo, e cozê-lo, tessitura do texto.
escrita rio, a linha da cabeça jorrando
não escreva poemas de amor
- vai que ela já é poema